Id, Ego e Superego

Freud, o pai da psicanálise, defendia esta teoria baseado em sua experiência clínica, e esta teoria ainda é muito utilizada no entendimento do próprio ser humano.

De acordo com a teoria estrutural da mente, o id, o ego e o superego funcionam em diferentes níveis de consciência.

O id é o reservatório inconsciente das pulsões, as quais estão sempre ativas. Regido pelo princípio do prazer, o id exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de consequências indesejáveis.  O id correspondente à sua noção inicial de inconsciente. Seria a parte mais primitiva e menos acessível da personalidade. Freud afirmou: “Nós chamamos de (…) um caldeirão cheio de excitações fervescentes. [O id] desconhece o julgamento de valores, o bem e o mal, a moralidade” (Freud, 1933, p. 74). As forças do id buscam a satisfação imediata sem tomar conhecimento das circunstâncias da realidade. Funcionam de acordo com o princípio do prazer, preocupadas em reduzir a tensão mediante a busca do prazer e evitando a dor.

O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do id e não existe sem ele. Representa a razão ou a racionalidade, ao contrário da pai

xão insistente e irracional do id. Freud chamava o ego de ich, traduzido para o português: “Eu”. Ele não gostava da palavra ego e raramente a usava. Enquanto o id anseia cegamente e ignora a realidade, o ego tem consciência da realidade, manipula-a e, dessa forma, regula o id. O ego obedece ao princípio da realidade, refreando as demandas em busca do prazer até encontrar o objeto apropriado para satisfazer a necessidade e reduzir a tensão.

O Superego é apenas parcialmente consciente e serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição. Constitui o reservatório da energia psíquica, onde se “localizam” as pulsões. Ele é formado por instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes e regido pelo princípio do prazer, que exige satisfação imediata.

Sabendo usar juntos o id e o superego de uma maneira consciente e não demasiada, o indivíduo atingirá o Ego (“Eu”), ou seja, suas necessidades e desejos com satisfação e sem arrependimentos.

Um Abraço,

Dr. William

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s